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NOTÍCIAS
DO MEIO AMBIENTE |
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| SIENA TETRA-FUEL
POLUI MENOS |
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Fonte: DiárioNet
- 17/07/2007
Soraia Abreu Pedrozo |
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| Após
dois anos e meio de pesquisas, 160 mil quilômetros percorridos
em testes e R$ 10 milhões investidos, foi desenvolvido
pela Fiat o motor tetrafuel, ou tetracombustível, que
roda com quatro diferentes combustíveis: gás
natural (GNV), gasolina pura (com zero de etanol ¿
EO ¿ combustível muito comum na América
do Sul), gasolina com álcool anidro (com 22% de etanol
¿ E22) e álcool puro (100% de álcool
hidratado ¿ E100). O sistema eletrônico do motor,
desenvolvido em grande parte por engenheiros brasileiros,
tem preferência pelo uso do gás ao invés
dos líquidos, então sempre vai buscá-lo
no reservatório, reduzindo a emissão de dióxido
de carbono (CO2) em 15%.
Hoje, geralmente a passagem de gás para líquido
em um veículo que tenha as duas opções
é feita por meio de uma chave no painel do veículo
que, ao ser acionada, realiza a troca. Como com o uso do gás
há uma redução do rendimento do automóvel
(Gás: 68 cavalos ¿ mesmo que potência
- e 10 kg de torque ¿ mesmo que força. Gasolina
sem etanol: 80 cavalos e 12 kg de torque), o motorista geralmente
opta pelo uso do combustível fóssil. A queda
no desempenho com o uso do gás natural é de
15% a 20%.
Para resolver essa questão, o tetracombustível
realiza a troca automaticamente, equilibrando os combustíveis
a serem utilizados e decidindo qual o ideal conforme a situação.
Isso tudo sem que o motorista perceba a transição
de um combustível para outro. "O grande segredo
está na central eletrônica, que gerencia bem
a mudança dos combustíveis. Sempre que enfrentar
uma situação de ultrapassagem, subida de ladeira
íngreme ou arrancadas mais rigorosas, o sistema de
injeção detecta essa condição
e vai buscar o combustível líquido que houver
no reservatório, pois o motor perde muita força
nessas horas. Passado isso, ele volta a usar o gás",
explica João Irineu Medeiros, gerente de engenharia
do produto.
Os cilindros que armazenam gás natural, menores que
os convencionais, ocupam uma área de 130 metros cúbicos
(m3). No porta-malas do Siena, com 500 m3, sobram ainda 370
m3 de espaço, suficientes para armazenar duas malas
grandes e uma de mão. A partir deste mês de julho
o Siena já está disponível para venda,
com um custo de cerca de R$ 4 mil superior ao do mesmo modelo
com motor flex (álcool e/ou gasolina).
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| PETROBRAS
REJEITA ACORDO PARA REDUZIR EMISSÃO DE CO2 |
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| Fonte: Agência
Estado - 05/07/2007 |
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| A Petrobras não vai
aderir a um compromisso firmado entre 150 multinacionais para
reduzir as emissões de CO2, um dos principais responsáveis
pelo aquecimento global. A partir de hoje, as maiores companhias
do mundo se reúnem na sede da ONU para discutir sobre
como o setor privado pode contribuir para a redução
dos níveis de pobreza, o respeito aos direitos humanos
e a proteção ambiental.
A ONU confirmou ao jornal O Estado de S.Paulo que a Petrobras
foi procurada para que fizesse parte da iniciativa ambiental.
Mas, com planos de dobrar sua produção de petróleo
em dez anos, a companhia optou por não aderir ao compromisso.
Na conferência, a empresa deve insistir que seus investimentos
em etanol são parte da solução ambiental.
O compromisso que será assinado em Genebra incluirá
empresas como Repsol, a mineradora Rio Tinto, Unilever, ABB,
Airbus, Alcan, Bayer, Dupont e Coca-Cola. A Brasil Telecom
é uma das companhias nacionais que vão aderir
à iniciativa. O acordo não fala em metas de
redução de emissões e apenas cita o compromisso
do setor privado em “diminuir” o volume de CO2
emitido nos próximos anos. Nem assim a Petrobras aceitou
fazer parte do acordo.
A Petrobrás, que será representada por seu
presidente, José Sérgio Gabrielli de Azevedo,
promete apresentar o etanol como uma “evolução
para uma matriz energética mais limpa, com benefícios
ambientais e avanços sociais”. O encontro entre
Genebra será o maior evento entre lideranças
empresariais já promovido pela ONU e cerca de 3,8 mil
executivos farão parte dos debates. Mas organizações
não-governamentais (ONGs) como Greenpeace e Anistia
Internacional, acusam o encontro de ser uma plataforma de
marketing para as empresas e que, na realidade, poucas estão
tomando algum tipo de providência para contribuir para
o meio ambiente ou redução de pobreza.
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