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.: NOTÍCIAS DO MEIO AMBIENTE
O PROJETO BIODIESEL NÃO PREJUDICARÁ A HUMANIDADE,
SE HOUVER PLANEJAMENTO E NÃO PRESSA
Por Antonio José Teixeira Mendes
01 de agosto de 2006.

Os estragos ao ambiente são sentidos por toda a humanidade, em todos os pontos da Terra, isso pode ser afirmado com a mesma tranqüilidade que se conclui que água é ótimo para matar a sede.

O que fica crítico nessas afirmações é que pequenos estragos como a sede uma só pessoa, pode não causar uma tragédia. Porém quando alguém morre de sede temos certeza de que a dificuldade por água foi muito grande, quando a sede ameaça milhões sabemos que essa dificuldade é uma tragédia ambiental.

Todos notam que o tempo anda estranho, muita seca antecede muita chuva, ou ainda muito calor antecede muito frio e conseqüentemente a produção agrícola tem sofrido muito, encolhendo e sendo perdida por completo.

Não acreditamos que se possa causar um dano lícito a natureza, pois todo dano é prejudicial à coletividade.

Por isso quando o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda feira, 31 de julho de 2006, que é preciso tomar cuidado no desenvolvimento do programa do biodiesel para não repetir erros do passado do pró-alcool, e o presidente defendeu parcerias de trabalhadores com o governo e empresários e do governo com indústria automotiva e os consumidores para desenvolvimento do programa Biodiesel nos próximos anos, ele próprio denotou os riscos ambientais, dizendo:

- Temos 31 anos do álcool para não permitir que a gente repita erros que foram cometidos e que agora parece que estamos consertando – disse Lula, que participou de reunião sobre biodiesel com a presença de ministros e representantes da cadeia produtiva.

- É preciso cuidar para que não haja distorção no sistema produtivo e no sistema de consumo. Temos de cuidar para que não se repita erros que já tivemos.

Desta forma vemos que o presidente entende o quanto é necessário tomar cuidado com as diretrizes para os incentivos a produção agrícola e da preservação do meio ambiente, para que o projeto de introdução de biodiesel no mercado brasileiro de combustíveis não seja boicotado no exterior. Muito mais importante seria que se observasse, também, o quanto é importante para todos nós que as matas, os rios, o ar e todos os recursos naturais em território nacional fossem respeitados, e não colocássemos em risco nosso patrimônio natural.

Ainda corremos o risco de desvirtuar o mercado agrícola, encarecendo os alimentos ao praticar-se incentivos da produção de oleaginosas em busca de preços baixos, visando somente os resultados do comércio de combustíveis. Embora ele tenha afirmado que a plantação de oleaginosas, para a produção do biocombustível, não irá substituir a produção de alimentos, os riscos de efeitos indiretos e inversos dos desejados nas ações do governo sempre existem, e tenhamos sempre em mente que para o produtor rural a melhor cultura e aquela que dá maior lucro e mais fácil colocação no mercado. Hoje plantar cana é melhor negócio do que plantar alimentos.

Quando o presidente Lula afirma que: “Ninguém precisa adentrar a Amazônia e fazer derrubada para plantar um pé de mamona, levando em conta que temos de aproveitar as áreas já degradadas para que a gente possa produzir coisas que não leve daqui a pouco à gente estar produzindo um biocombustível e nossos concorrentes lá fora não comprem porque eles desmataram a Amazônia para produzir”; percebemos que é somente um discurso, pois dia a dia se desmata a Amazônia, e as tentativas de mudar essa situação só fazem resultar em fracassos.

O governo quer antecipar as metas do programa do biodiesel. Afirma o presidente Lula que haverá de ser tudo planejado, e que “Todo cuidado é pouco, mas cuidado com ousadia”, e ouvimo-lo com muito receito de que essa proposta não traga consigo o desprezo ao risco de errar. Planejar já é ousado, ousar ter pressa é assustador quando se pensa no estomago das nações em desenvolvimento e no pulmão da humanidade, a Amazônia. Nosso povo, carente e pobre, teme pela continuidade do descaso, da carestia e da corrupção que cerceia os grandes projetos. Vamos aguardar de olhos abertos.

 
EDUCAR PARA NÃO QUEIMAR – EIS A SOLUÇÃO
Por Antonio José Teixeira Mendes
27 de julho de 2006.

Pessoas com baixo senso crítico têm dificuldade para enxergar o meio em que vive. Disse Nietzsche “nenhum nicho” ao perceber que não havia lugar para si, segundo Irvin Yalom, a mesma visão assola os que ignoram o nicho em que vivem, sentindo como se todo o universo estivesse dentro de si próprio. Como modificar isto? Educação. A única e eficaz ação é educar adultos, jovens e crianças para que percebam o nicho em que vivem, enxerguem o outro e possam respeita-lo.

Portanto, não acender fogueiras, não jogar cigarros nos acostamentos, não queimar o mato por preguiça de corta-lo ou mesmo queimar o canavial para facilitar a colheita são atos praticados quando não conseguimos enxergar o outro, pois ao destruir o meio ambiente destroem-se um pouco de todos os demais seres humanos viventes, talvez até mesmo um pouco dos que já descansam seja queimado nesse momento, como um pouco do incendiário que agora se tipifica em criminoso ambiental. Seja por culpa ou por dolo seu imperdoável crime o acompanhará para o resto de seus dias.

Estas ásperas palavras foram inspiradas nos textos do Globo Rural, quando os repórteres do jornalismo global tentam mostrar aos seus telespectadores e leitores a gravidade das secas e o desastre provocado pelo crime das queimadas. Como se já não fosse suficiente o efeito do “El Niño”, temos a ação predatória dos mal educados concidadãos.

 
FOGO NO PARQUE
Fonte: www.globo.com/globorural
26.07.2006

Um incêndio destruiu parte do Parque Nacional do Iguaçu, no oeste do Paraná. A seca dificulta o controle do fogo.

O helicóptero retira do pequeno lago em uma fazenda a água para combater o incêndio. A área que está pegando fogo fica a sete quilômetros da entrada do parque.

Os 32 bombeiros e policiais florestais vão ao lugar a pé. Pelo ar chegam as ferramentas. Para o helicóptero pousar eles abriram uma clareira.
“Estamos na época de estiagem. O mato está bem seco. Se não fizermos um trabalho de rescaldo bem direto, podemos ter novos focos e podemos ter uma área muito maior queimada, inclusive”, alertou Valdecir Capelli, capitão da polícia florestal.

O incêndio destruiu 50 hectares de floresta. Mesmo árvores que não foram diretamente atingidas pelo fogo estão comprometidas. As perobas, os pés de angico, as palmeiras e os cedros, árvores em risco de extinção que parecem ter escapado, podem morrer.

“Se o fogo passar agora pode prejudicar as raízes, o caule, a casca dessas árvores”, explicou Ivan Baptiston, funcionário do Ibama.
De acordo com o Ibama, o incêndio foi criminoso e pode ter sido provocado por caçadores que montaram acampamento no meio do parque.

“A qualquer indício de fumaça deve-se entrar em contato imediatamente quer com o Corpo de Bombeiros quer com o Ibama ou polícia ambiental para informar sobre incêndio. Quanto antes o incêndio for combatido, melhor o resultado na sua eliminação”, orientou Baptiston.

 
ESTIAGEM NO PARANÁ
Fonte: www.globo.com/globorural
27.07.2006

Quase 50 municípios no Paraná já decretaram situação de emergência por causa da estiagem. Em muitas propriedades a água só chega com a ajuda de carros-pipa.

A lagoa que existia no meio do pasto no sítio em Candói, região central do Estado, é o retrato da estiagem no Paraná. A seca piora a cada dia.
Em uma propriedade, a água que a agricultora Ana Kruszuk usa para lavar roupa foi levada por um caminhão-pipa que só passa a cada três dias.

“É difícil. Não lava roupa, não lava assoalho, não faz dentro da casa nada bem”, falou dona Ana.

O pouco que a agricultora consegue guardar é usado para matar a sede das galinhas e dos porcos. Ela disse que antes da seca os animais estavam acostumados a ter água a vontade. Agora, é só uma vez ao dia.
Os problemas e os prejuízos causados pela estiagem são tantos que no Paraná quase 50 municípios já decretaram situação de emergência. Um exemplo está no rio Iguaçu, um dos principais do Estado. A área que deveria estar coberta pelo lago da Usina de Salto Santiago, mas a cada dia que passa o nível da água diminui mais.

No sudoeste do Estado não chove como o esperado desde fevereiro. Em Coronel Vivida, o caminhão do Corpo de Bombeiros deixou o quartel para levar água à comunidade.

“Nós temos mias de duas mil propriedades. Apesar de toda essa área estar com problema de estiagem, cerca de 300 estão realmente com falta de água. E aí não tem água para os animais. Diminui a produtividade dos animais. Falta água inclusive para o asseio pessoal das famílias. Então, a situação realmente é drástica em grande parte das propriedades de nosso município”, disse Sérgio Folda, agrônomo da Emater.

 
SECA LEVA SP A PROIBIR QUEIMADA DE CANA-DE-AÇÚCAR

SÃO PAULO – A Secretaria de Meio Ambiente proibiu a queimada de cana de açúcar em todo o estado de São Paulo por causa do tempo seco. É a primeira vez que isso acontece por causa do tempo. Pelo menos quatro cidades do interior entraram em estado de alerta: São José do Rio Preto, Bauru, Presidente Prudente e Ribeirão Preto. Em algumas, como Rio Preto, a taxa de umidade é de apenas 11%. Em Ribeirão Preto, ficou em 11,7% no inicio da semana e agora está em 15%. As escolas suspenderam as aulas de educação física à tarde.

O numero de incêndios em áreas de vegetação está acima da média este ano. De janeiro até agora, foram registrados 2.058 ocorrências, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o que coloca o estado em segundo lugar no país entre os que mais apresentaram focos de incêndio. O primeiro lugar é de Mato Grosso, que no mesmo período teve 4.526 ocorrências.

- São Paulo costuma ficar em quinto, sexto lugar no ranking dos estados com maior numero de focos de incêndio. Este ano está queimando mais, já que o clima quente e o ar seco favorecem – diz Alberto Setzer, responsável pelo monitoramento por satélite de queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

E as perspectivas são ruins. Segundo Setzer, a temporada de queimada está apenas no começo. O numero de ocorrências tende a crescer nos meses de agosto e setembro, lembra ela com base em dados de anos anteriores. Um levantamento feito pelo Inpe mostra que neste momento é alto o risco de incêndio em vegetação nos 645 municípios paulistas.

- O que estamos vendo agora é apenas 10% do que vai ocorrer pela frente – diz ele.

Em São Paulo, a maioria dos focos estava concentrada na zona canavieira, do centro para o norte do Estado. Nesta quarta-feira, a secretaria estadual do Meio Ambiente suspendeu por tempo indeterminado a pratica da queimada da palha de cana-de-açúcar em todo o estado de São Paulo. A decisão foi tomada por causa dos baixos índices de umidade relativa do ar. De acordo com a secretaria, as queimadas podem oferecer riscos à saúde pública porque agravam o quadro ambiental.

 
 
GT MEIO AMBIENTE
A ABGNV está desenvolvendo um novo projeto sobre GNV e o Meio Ambiente, para participar do grupo de trabalho, aberto a todos interessados, inclusive não associados, basta preencher os dados no formulário abaixo ou mande um e-mail para: abgnv@abgnv.org.br
Nome
Empresa
Cargo
Telefone:
E-mail:
Lista dos participantes deste Grupo
Nadia Taconelli Paterno
(Coordenadora GT Meio Ambiente)

Antonio José. T. Mendes
(Coordenador Técnico da ABgnv)

Flavio Damásio Rodrigues
(Rede Via Verde)

Josi Nunes Filho
(CTGÁS)

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