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.: NOTÍCIAS DO MEIO AMBIENTE
VAZAMENTO DE ÓLEO NO PORTO DE
SANTOS CHEGA À PONTA DA PRAIA
Fonte: G1, em São Paulo
Funcionários de uma empresa terceirizada de proteção ambiental passaram a madrugada no mar, tentando conter o produto
 

Um vazamento de óleo chegou à ponta da praia de Santos - Canal Sete -, no Litoral Sul de São Paulo. O acidente ambiental ocorreu na tarde de quarta-feira (8), quando o navio Smart 1, de bandeira panamenha, atracado no terminal 38, fazia uma manobra com combustíveis. Cerca de mil litros caíram no mar.

A situação estava controlada até às 20h, quando a maré baixa acabou levando o óleo para a ponta da praia, chegando até o Canal Sete.

Durante toda a madrugada, mais de 20 funcionários de uma empresa de proteção ambiental tentaram conter o vazamento. O risco maior era que óleo atingisse as praias mais visitadas da região.

Além de evitar que o óleo se espalhasse, os funcionários tentavam retirar o material do mar. Eles utilizaram barcos para instalar mantas e absorventes sintéticos e também um caminhão de sucção a vácuo.
A dificuldade da equipe que trabalha na região ocorre em razão da necessidade de se retirar o óleo o mais rápido possível e ao mesmo tempo impedir que o material se espalhe ainda mais.

Técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), administradora do Porto, acompanham os trabalhos.

 
OPERAÇÃO EUTERPE JÁ PRENDEU 29 SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS E EMPRESÁRIOS NO RIO, POR CRIME AMBIENTAIS

Rio - A Polícia Federal, com a colaboração do Ibama, desencadeou na madrugada desta quarta-feira, na capital e interior do estado do Rio, a Operação Euterpe com o objetivo de desarticular uma quadrilha formada por empresários e servidores do Ibama, que atuavam na área de fiscalização do instituto. Pelo menos 29 pessoas já foram presas, entre elas, 25 servidores públicos federais. Todos estão na Superintendência da PF, na Praça Mauá, no Centro.

As investigações tiveram início em julho de 2005, tendo sido provocadas por denúncias de servidor do Ibama, que relatou irregularidades na Reserva Biológica do Tinguá, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
A quadrilha atuava de diversas maneiras, sobre diferentes setores da iniciativa privada. Os servidores públicos federais envolvidos, responsáveis pela fiscalização do Ibama, extorquiam empresários do ramo imobiliário, comercial e industrial, em troca da emissão de pareceres técnicos favoráveis a seus respectivos empreendimentos, quase sempre localizados em áreas de proteção ambiental. Outra área da atuação da quadrilha era o recebimento de propina relacionada à pesca da sardinha, que era realizada no período do defeso – época de procriação da espécie.

Estão sendo cumpridos 32 mandados de prisão temporária e 36 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de São João de Meriti. Duzentos policiais federais das Superintendências do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais participam da operação, além de servidores do Ibama.

Os presos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva, corrupção ativa, violação de sigilo funcional, concussão e crimes ambientais. Os presos ficarão à disposição da Justiça Federal na custódia da Polinter.

A operação Euterpe conta com a presença do Presidente do Ibama, Marcus Barros, e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que estão no Rio.

 
ÁLCOOL: O ‘COMBUSTÍVEL LIMPO’ QUE
TAMBÉM FAZ FUMAÇA E POLUI
Fonte: GLOBOONLINE

RIO - Apesar de o álcool ganhar cada vez mais adeptos no Brasil e no exterior por ser considerado um “combustível limpo” e mais barato na comparação com a gasolina e o diesel, seu processo de produção ainda deixa muito a desejar em termos ambientais.

Atualmente 80% da cana-de-açúcar usada na produção do álcool, que deverá ficar em 17 bilhões de litros neste ano, segundo estimativas da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Única), é queimada para facilitar a colheita. O processo provoca a emissão de gases e fuligens que circulam na atmosfera, especialmente em momentos de seca, como no inverno.

Um estudo da Escola Superior de Agricultura de São Paulo (Esalq/USP) feito em Piracicaba – responsável por 39% da plantação de cana-de-açúcar do estado – mostra que a quantidade média de partículas poluentes no ar da cidade é de 56 microgramas por metro cúbico ao longo do ano.

O máximo permitido pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) é de 50 microgramas, mas a quantidade chega a exorbitantes 89 microgramas na época da safra, caindo para 28 microgramas fora do período de colheita. A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo chegou a proibir a queima de palha da cana temporariamente nas regiões de São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Araraquara, Barretos, em razão dos baixos índices de umidade relativa do ar (veja a nota da Secretaria).

A discussão sobre os métodos empregados na colheita vem de longa data. Um Decreto Federal 2661/1998 prevê a proibição de queimadas a partir de 2018 em áreas mecanizáveis. Em outras regiões, onde houver declives, por exemplo, a queimada será suspensa apenas em 2031.

Na defesa do álcool produtores e especialistas alegam que seu uso ainda é vantajoso na comparação com combustíveis fósseis, que seriam usados de qualquer forma.

- A queima tem influencia adversa no efeito estufa, pois está sendo emitida uma parte do CO2(cerca de 1/3) que foi retirada da própria atmosfera pela cana, ao fazer a fotossíntese. Os 2/3 restantes são transformados em energia (açúcar, álcool e bagaço para caldeiras), cuja utilização como fonte de energia, no caso do álcool e o bagaço, substituem combustíveis fósseis. Estes, sim, são responsáveis pelo aumento de CO2 – diz o pesquisador do Centro de Tecnologia da Cana (CTC), André Elia Neto.

Já o pesquisador da Faculdade de Medicina da USP, José Eduardo Delfini Cançado, lembra que o efeito estufa não é o único fator a ser observado. Um estudo de sua autoria publicado pela revista americana “Enviromental Health Perpectives”, mostra, com base na pesquisa da Esalq e dados do SUS (Sistema Único de Saúde), que o risco de internação de crianças e idosos por doenças respiratórias é 3,5 vezes maior em períodos de safra, excluído os efeitos da umidade do ar e da temperatura.

- O álcool é um excelente combustível renovável e muito menos poluente que a gasolina e o diesel. Mas quando você queima a cana para fazer o álcool, você melhora a qualidade do ar nos grandes centros urbanos e piora a do interior – diz.

O especialista é enfático em relação à possibilidade de exportação do álcool combustível, que já foi iniciada pela Petrobras:

- Se o Japão passar a misturar 3% de álcool na gasolina, será ótimo para eles, mas toda a poluição e as doenças vão ficar aqui.

A Única alega que o método é aplicado em 80 paises de todo o mundo, que representam a maior parte dos produtores. O consultor Isaias de Carvalho Macedo acrescenta que a queima é feita seguindo regras rígidas de controle. Além disso, o setor emprega cerca de um milhão de pessoas, sendo 800 mil na agricultura. Em Piracicaba, por exemplo, entre 60 e 70% da economia giram em torno do setor.

- Um dos motivos para que o cronograma de redução das queimadas seja tão longo é a grande quantidade de trabalhadores que vivem do corte da cana e que perderá o emprego com a mecanização da colheita.

 
AUMENTO DO DIÓXIDO DE CARBONO EMITIDO DA COMBUSTÃO,
NO MUNDO, É EVIDENCIADO POR ESTUDO CIENTÍFICO
Fonte: Ansa/ Folha Online

Uma pesquisa sobre a situação energética e ambiental do mundo divulgada pelo Banco Mundial traz um dado preocupante: de 1992 a 2002, as emissões de dióxido de carbono (CO2) aumentaram em 15%. China e Índia são as duas potências que despontam no cenário internacional e lideram esse aumento negativo.

Na década pesquisada, a China aumentou suas emissões em 33%, enquanto a Índia registrou um aumento de 57%. O vertiginoso crescimento econômico desses países, assim como de outros que estão ascendendo no plano econômico mundial, promete uma tendência de aumento ainda maior em curto, médio e longo prazos.

Mas não são apenas os países emergentes que poluem. Os países ricos e industrializados também têm um papel bastante significativo no aumento das emissões de dióxido de carbono. Os Estados Unidos estão entre os dez que mais poluem, contribuindo com 24% do total de emissões, enquanto a União Européia contribui com 10%.

A pesquisa ressalta ainda que as nações ricas consomem mais da metade (51%) da energia produzida no mundo, registrando um consumo per capita cerca de onze vezes superior àquele dos países pobres.

 
Citroën Elysée Bi-Fuel
CHINA APOSTA SUAS FICHAS NO GNV PARA SOLUÇÃO AMBIENTAL
Por Antonio José Teixeira Mendes
Fonte: IANGV

Começa a ser montado na china o primeiro veículo OEM bicombustível (gasolina/GNV) que usa combustível comprimido a alta pressão. O Citroën Elysée Bi-Fuel está conseguindo um grande sucesso no mercado chinês. Conforme informações da Dongfeng Citroën, logo nos primeiros dez dias de produção, o modelo que está sendo vendido para particulares e taxistas já é um sucesso de vendas. Em Quing Dao City (Shan Dong Province) uma frota de cem taxis da marca Citroën já estão operando com GNV e com a chegada do gasoduto a província de Hai Nan há perspectivas de uma aceleração nas vendas do veículo.

Acreditam os chineses que a opção pelo uso do GNV no transporte será uma ótima solução para diminuir a poluição do ar. O CNG Elysée equipado com um motor de 1600 cilindradas, e com oito válvulas no cabeçote, vem equipado com transmissão manual e tem um cilindro de 65 litros para GNV. Segundo as autoridades chinesas o uso do gás natural comprimido como combustível veicular gerará uma economia de 30 a 50% (no Brasil esta economia está na faixa de 50 a 82%) em relação ao uso da gasolina. A montadora chinesa garante que o Citroën CNG Elysée terá uma redução nas emissões de escapamento de 82,2%, com HC, CO, NOx e Chumbo reduzidos em 70%, 90%, 40% e 100% respectivamente.

 
 

GT MEIO AMBIENTE
A ABGNV está desenvolvendo um novo projeto sobre GNV e o Meio Ambiente, para participar do grupo de trabalho, aberto a todos interessados, inclusive não associados, basta preencher os dados no formulário abaixo ou mande um e-mail para: abgnv@abgnv.org.br
Nome
Empresa
Cargo
Telefone:
E-mail:
Lista dos participantes deste Grupo
Nadia Taconelli Paterno
(Coordenadora GT Meio Ambiente)

Antonio José. T. Mendes
(Coordenador Técnico da ABgnv)

Flavio Damásio Rodrigues
(Rede Via Verde)

Josi Nunes Filho
(CTGÁS)

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