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presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira,
no Rio de Janeiro, que a evolução da produção
brasileira de petróleo e gás nos últimos anos
deixa o País em uma posição confortável
do ponto de vista do abastecimento de gás
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse
nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, que a evolução
da produção brasileira de petróleo e gás
nos últimos anos deixa o País em uma posição
confortável do ponto de vista do abastecimento de gás
e quase que em condições de esnobar o produto que
importa atualmente da Bolívia.
"Hoje nós estamos quase esnobando e
comprando menos gás da Bolívia. E isto em apenas três
anos. Mas nós continuaremos honrando os compromissos assumidos
e comprando o gás da Bolívia para que eles também
possam crescer", afirmou.
Ao discursar durante a cerimônia de assinatura
de quatro novos contratos de viabilização do Complexo
Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí,
o presidente falou ainda das dificuldades ocorridas em decorrência
da decisão do presidente boliviano, Evo Morales, de nacionalizar
as reservas de petróleo e gás do país, contrariando
os interesses da Petrobras e dos parceiros que atuavam no setor.
"Quando houve o problema com o gás
da Bolívia, muita gente queria que eu brigasse com o Evo.
Eu preferi o diálogo, e disse não. Primeiro porque
o Brasil é um País rico e a Bolívia um país
pobre e, segundo, porque a Bolívia era a dona do gás.
E eu não briguei também porque iam dizer que era um
metalúrgico brigando com um índio", disse. |