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2007 e 2010, os investimentos na construção de gasodutos
foram quatro vezes maior que os do período 2000 a 2006.
Em janeiro de 2007, quando o Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) foi lançado, a extensão da malha
de gasodutos da Petrobras, em operação no Brasil,
era de 5.694 km. Hoje são 9.501 km e, em dezembro deste ano,
serão 9.634 km. De acordo com a diretora da área de
Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster, a malha
de gasodutos da Petrobras, em dezembro de 2010, estará perfeitamente
dimensionada para atender a demanda do país e aos compromissos
assumidos pela empresa junto aos mercados termelétrico e
não termelétrico.
A Petrobras concluiu gasodutos estratégicos
para levar gás natural a mercados que não tinham acesso
ao combustível ou para ampliar o atendimento aos mercados
existentes. Graça Foster destaca exemplos como o gasoduto
de Urucu-Coari-Manaus, com 661 km, no Amazonas; o Gasene, Gasoduto
da Integração Sudeste-Nordeste, com 1.387 km, que
liga Cabiúnas, em Macaé (RJ), a Catu (BA); o Gasbel
II, com 267 km, ligando Volta Redonda (RJ) a Queluzito (MG), que
duplicou a capacidade de transporte de gás natural para a
região metropolitana de Belo Horizonte e o Vale do Aço.
A construção desses gasodutos gerou
aproximadamente 51 mil empregos diretos e 144 mil empregos indiretos.
De 2000 a 2006 a Petrobras investiu R$ 6 bilhões em sua malha
de gasodutos. De janeiro de 2007 a dezembro de 2010, o total de
investimentos na malha e em dois terminais de GNL alcançará
R$ 26,5 bilhões.
No estado de São Paulo estão em andamento
as obras dos gasodutos Gaspal II, ligando Guararema à Estação
de Controle de Gás de Mauá, com 55 Km de extensão;
o Gasan II, que liga as estações de controle de gás
de Mauá e São Bernardo do Campo, com 39 km; o Gastau,
ligando Caraguatatuba a Taubaté, com 96 km e entre Alagoas
e Pernambuco, está em construção o gasoduto
Pilar-Ipojuca, com 189,1 km de extensão.
O transporte de gás natural é feito,
em sua maioria, por gasodutos, mas também por navios. No
1º semestre de 2010, o volume médio de gás natural
movimentado na malha de transporte foi de 52,9 milhões de
m³/dia, dos quais 1,5 milhão de m³/dia entregues
pelos navios nos terminais de GNL.
A diretora da Petrobras lembra que os terminais
de regaseificação de GNL não foram projetados
para despachar o tempo todo. “O objetivo é garantir
o suprimento de gás natural nos momentos de maior demanda
de geração termelétrica, como a ocorrida no
dia 24 de junho, quando foi injetado, pelos terminais de GNL, na
malha de gasodutos, o volume de 17,2 milhões de m³”,
explica.
Transporte
Além da Transpetro, outras duas transportadoras de gás
natural atuam no Brasil. A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil
S.A. (TBG) - responsável pelo maior gasoduto da América
Latina, com 3.150 km (557 km na Bolívia e 2.593 km no Brasil)
- que, ao cruzar a fronteira, atravessa cinco estados brasileiros,
num total de 136 municípios e transporta 30,08 milhões
de m³ por dia.
A outra é a Transportadora Sulbrasileira
de Gás S.A. (TSB) que presta serviço de transporte
de gás natural por meio de dois gasodutos próprios.
Os dois gasodutos da TSB fazem parte de um projeto de gasoduto de
615 km que interligará as cidades de Uruguaiana e Canoas
no Estado do Rio Grande do Sul. A primeira fase do projeto entrou
em operação em 2000, com dois ramais. Um liga a fronteira
com a Argentina até Uruguaiana, abastecendo uma termelétrica
de 600MW que atualmente está desligada. O outro interliga
a cidade de Canoas e o Pólo Petroquímico de Triunfo,
abastecendo de gás o complexo industrial no qual se inclui
a Copesul.
A construção da segunda fase –
a mais difícil - está parada e sem previsão
de ser retomada, segundo a Petrobras. A conclusão do projeto
vai permitir a interligação das jazidas do Brasil,
da Argentina e da Bolívia, consolidando à integração
do mercado de gás do Cone Sul. O Gasoduto Uruguaiana - Porto
Alegre terá capacidade de transportar cerca de 15 milhões
de m³ de gás natural por dia. |