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OURO NEGRO LOCALIZADO NO FUNDO DO MAR, OS NAUFRÁGIOS SUCEDERAM ÀS GRANDES NAVEGAÇÕES DOS SÉCULOS XIV E XV
Por: Antonio J. T. Mendes
 

São Paulo, 24 de maio de 2011.

A ANP, que embora não seja uma agência de noticias já supera os recordes de informações e tiragem da UPI na década de 70, volta às páginas dos jornais e vozeirões dos telejornais trazendo nova grande notícia: quatro e meio bilhões de barris de petróleo estão armazenados em arcas naturais no fundo dos mares, dentro das duzentas milhas, assim em território oceânico brasileiro.

Como eu muitos estão pasmos, é muito tesouro enterrado por aí, meu Deus do Céu vamos enriquecer, Colombo nunca pensou que esta riqueza estava disponível, nem Dom João VI, senão a coisa teria sido diferente tenham certeza.

Agora, será qual a parte do povo brasileiro?
Será que os meninos das casas correcionais da juventude vão poder trocar o trafico e o crime de esquina pelo trabalho, embora pesado, digno de operar e manter as novas caravelas que operarão o novo ciclo das grandes descobertas. Será que a riqueza dos tesouros do fundo do mar vão se transformar em valiosa dignidade de um povo que vem sendo saqueado a 500 anos.

Corremos o risco de vermos mais uma artéria aberta na América Latina?
Dizia assim o escritor que gravou com toda a oficialidade a descoberta do tesouro, que ainda não fica bem claro quem descobre, mas lemos como se divulga: “A Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou ontem a descoberta de uma reserva de petróleo estimada em 4,5 bilhões de barris, que se configura como a segunda maior do País, atrás apenas do megacampo de Tupi. O megacampo, batizado informalmente de Franco, está localizado em área ainda não licitada pelo governo e poderá ser utilizado para a realização da operação de capitalização da Petrobras, em que a União cederia à estatal o direito de exploração em uma troca indireta por ações da companhia. A conta foi feita utilizando padrões de cálculo semelhantes aos usados pela Petrobras em Tupi, o que ampliou o volume de reservas com relação a projeções internas anteriores, que ficavam na casa dos 2 bilhões de barris por dia.”

Quem descobriu? Quem calculou? Quem vai buscar o tesoura lá embaixo? Pra quem fica o dinheiro da venda?
Quanta coisa que não se escreve ou se fala. E a pergunta principal para todos aqueles quinze milhões de consumidores de gás natural encanado que pagam contas pesadas por um combustível caríssimo, e que muitas vezes não tem outra alternativa a não ser consumi-lo, com as donas de casa dos condomínios da capital paulistana ou carioca, ou ainda o transportador das verduras e cereais que não consegue sair da sua Kombi 88 para uma “Van” diesel importada da Coréa ou China.

O gás natural associado ao petróleo, combustível barato, até pouco tempo atrás cuidado como rejeito e hoje a cargo de empresas desnorteadas pelas dúvidas e políticas de sua venda, a do gás é claro, fica cada vez mais fora do contexto. Será que acabou o interesse por seu aproveitamento? Bom se for isso é só no Brasil, e pelo que parece por um grupo empreendedor fechado, com interesses próprios e dispostos a trabalhar para que haja lucro no empreendimento.

Hoje temos um único Estado membro da Nação brasileira que cuida do gás natural como produto de consumo necessário e de relevância econômica que é o Estado do Rio de Janeiro, com suas duas distribuidoras também privatizadas. O gás natural, conhecido como GN, é importante não só para os milionários investimentos na geração de energia elétrica e indústrias que consomem grandes quantidades de calor, mas principalmente para o consumidor, classe C e D principalmente, pois as Classes A e B podem ter um “Boby-Tail” para movimentar carrinhos nos clubes, aquecer água da piscina, ser distribuído nas cozinhas e aquecedores dos condomínios a qualquer momento, e creiam que os preços são bem mais atrativos para esse tipo de consumidor, o consumidor do GLP. Sem dúvida o gás natural é um combustível para o consumidor menos favorecido pelo sistema econômico, uma fonte básica de energia para o consumidor marginal do capitalismo selvagem.

Fechando esse rascunho de texto informativo, afinal tudo que se quer contar hoje é que o diretor geral da ANP conta com mais 4,5 Bilhões de Barris, então fica o aviso de que haverá mais gás natural por aí e que os brasileiros não perderam ainda a noção dos abusos que os governantes cometem ao criarem carestia e desabastecimento em função de planos vantajosos de grupos políticos e empresários famintos por dinheiro. O GNV, combustível que o mundo busca como solução para movimentar suas frotas de forma sustentável é uma incógnita em nossa terra, por isso tudo e da forma que tratamos o assunto do gás natural neste texto, acima. A verdade um dia virá a tona, associada à riqueza do ouro negro, pois o gás associado ao petróleo sempre sobe a tona.

Antonio José Teixeira Mendes é diretor executivo da ABgnv em várias gestões, foi professor de físico química no curso de Formação de Técnicos em Automobilística do SENAI-SP, criou o primeiro curso de formação de Mecânicos-Convertedores de veículo para gás do Brasil em 1998, atualmente dirige uma empresa de projetos na área de energia combinada. Aficionado pelo uso do metano como combustível atual na área desde 1978.

Projetos
O mercado do GNV está crescendo e a cada dia que passa mais cidades aderem ao uso do Gás Natural Veicular, mas para que esse mercado continue crescendo é preciso que os postos tenham uma infra-estrutura adequada.

A utilização do Gás Natural com fim automotivo justifica-se basicamente pela disponibilidade desse vetor energético, em grande quantidade no Brasil, bem como na Bolívia e Argentina...
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