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O GNV, a legalidade e o mercado.
 
Houve época em que o preço do dólar não pressionava, e nem mesmo impressionava, o mercado, tanto o financeiro como de mercadorias, porém um fator determinava condições muito severas de carestia, o preço do petróleo, impactando diretamente sobre o preço dos combustíveis e, em cascata, nos custos e preços dos produtos. Neste período falar em cesta-básica era polêmico e três assuntos eram, então, a moda para as conversas sérias, e mesmo nas rodas menos comprometidas, o preço da gasolina, o "rolar da dívida brasileira externa" e o surgimento de um combustível alternativo, que fosse barato e permitisse que continuássemos nossas idas e vindas pela Anchieta, nos finais de semana.

Surgiram nesse período uma perspectiva muito grande no uso do bio-gás, hoje o GNV, e no Pró-Alcool.
Isso foi no fim dos anos 70, e muitos pneus foram trocados até a realidade de nossos dias.O que a história nos conta desde então é que o GNV - gás natural veicular, nome novo para o GMV - gás metano veicular, pôde ser apresentado recentemente pelo
INMETRO no Fórum Técnico de Gás Natural Veicular, ocorrido em maio próximo passado como um programa de normas legais para que seu uso no transporte veicular possa ser usado com segurança e dentro de padrões controláveis, permitindo assim segurança para quem investe no negócio GNV e para o mercado como um todo. Num quadro simples o engenheiro Ítalo Domenico Oliveto nos apresentou o quadro abaixo:

. 1984 - Início do Programa;
. 1996 - Publicação dos RTQ referente as instaladoras e O.I.;
. 1998 - Publicação da Resolução nº 25 do CONTRAN, que obriga a certificação dos componentes de GNV, no âmbito do SBC e obrigatoriedade do CSV do INMETRO. ;
. 2001 - Publicação da Portaria nº 90 do INMETRO, que estabelece ao mesmo tempo a obrigatoriedade da certificação de cilindros de aço e a certificação das empresas que requalificam cilindros, a partir de 30/11/01;
. 2001 - Publicação da Portaria nº 74, do INMETRO que estabelece o regulamento do cilindro de "liga leve";
. (INTRODUZIDO PELO AUTOR DO TEXTO) Portarias nº 102 e 103 ambas de 20 de maio de 2002.

Este quadro demonstra simplificadamente o trabalho desenvolvido pelos órgãos de governo para regulamentar o setor GNV, e poderíamos acrescentar outros esforços importantes por parte do setor privado, no sentido de que este conjunto de ações normativas produzam efeitos, não só para trazer tranqüilidade a todos os envolvidos, como também para evitar que a burocracia engesse o desenvolvimento do mercado do gás natural veicular.
A grande luta dos homens e mulheres envolvidos com os negócios de GNV está em torna-lo auto-sustentável. Evitando que muitos esforços e dinheiro sejam perdidos, donde surgem dúvidas e incertezas. Digo isso porque projetos e trabalhos altamente significativos neste sentido já foram desmontados pelos desvios do mercado de GNV, ou GMV como era denominado.
Estamos ainda em um mercado sensível e que ainda se apresenta vulnerável a mudanças e oscilações do mercado financeiro.
Esperamos que as melhorias propostas pelo governo tornem o negócio GNV um investimento de futuro e que cenas como a da foto não mais se repitam.

Antônio Mendes
Consultor Executivo ABGNV

Projetos
O mercado do GNV está crescendo e a cada dia que passa mais cidades aderem ao uso do Gás Natural Veicular, mas para que esse mercado continue crescendo é preciso que os postos tenham uma infra-estrutura adequada.

A utilização do Gás Natural com fim automotivo justifica-se basicamente pela disponibilidade desse vetor energético, em grande quantidade no Brasil, bem como na Bolívia e Argentina...
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