| O Francisco é um
cara aberto, provoca algumas indisposições, tem muitos
inimigos, mas não abre a mão de dizer o que pensa. Motorista
de táxi a vinte e nove anos, gaba-se de ser um profissional
“prá-valer”. – Num tô nesse negócio
prá quebrar o galho, vivo disso a vinte nove anos; me dizia
na semana passada, enquanto íamos para o Congonhas.
Estava feliz porque seu Meriva agora rodava a gás, e rodava
muito bem. Atribuia o bom funcionamento do motor e economia fantástica
ao novo kit GNV feito no Brasil, com motor de passo e tudo que se
tem direito, nunca tinha ficado tão bom.
Este é o quinto carro a gás do Chico, e ele já
passou algumas dificuldades com as adaptações, mas
tem a certeza de que o que falha é o kit de má qualidade.
Quando foi converter a Meriva consultou e visitou varias oficinas
e fez opção pela que ofereceu um bom produto, e apresentou
condições para o serviço, mas o mais importante,
o kit era de verdade, não era imitação.
Sabe o que o Chico descobriu, que o mercado está lotado
de aventureiros e que muitos falsificam os componentes, ou apresentam
componentes de fabricantes aventureiros arriscando a pele do cliente.
– “Colocam aquela “mochiba” no
seu carro e daí o problema é seu, ninguém mais
conserta aquilo”.
Com certeza a muita porcaria no mercado, muito produto pirateado
e fabricado, ou importado dentro da informalidade que vive o país,
logo não haverá a quem reclamar se algo der errado.
Sabemos das irregularidades e ilicitudes que o segmento do GNV
sofre, não concordamos, mas pouco temos feito para mudar
esses fatos. Porém, quando o consumidor começa a notar
a diferença, então algo grande está acontecendo,
é hora de começar. Vamos diminuir nossas perdas?
O recado abaixo foi dado pela revista PEQUENAS EMPRESAS &
GRANDES NEGÓCIOS ON LINE, da Globo, e serve como referencia
para a consciência do tamanho de nossas perdas ao longo desses
dezesseis anos de GNV disponível aos usuários de veículos
leves.
Pirataria elimina 1,5 milhão de vagas
PE & GN -29/08/2006 – www.globo.com
A pirataria é responsável pela eliminação
de 1,5 milhão de postos de trabalho por ano no Brasil, segundo
o presidente da Associação Brasileira da Propriedade
Intelectual (ABPI), Gustavo Starling Leonardos, como informa o site
InfoMoney.
Leonardos disse que cerca de 30 bilhões de reais em impostos
deixam de ser arrecadados em função desses produtos,
que desembarcariam do exterior em 75% dos casos. Segundo a ABPI,
64% dos softwares utilizados no Brasil são ilegais, o que
gera uma enorme perda de circulação.
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